27 de jul. de 2011

Estão literalmente carregando a escola Pedra de Carvalho nas costas.


Queremos condições de trabalho já!

No retorno do recesso, como já prevíamos, encontramos a escola Pedra de Carvalho, Rua Carlos Ayres, n°400 no Jardim vera Cruz SBC, absurdamente sucateada, fato este que vem acontecendo a mais de dois anos e após duas reformas nesse período. No levantamento realizado no dia de hoje (27/07/2011) verifiquei que foram destruídos 91 vidros das salas de aulas para retirarem as estruturas de alumínio que dão suporte aos mesmos.

Além dessa quebradeira toda, foi retirada a estrutura completa, juntamente com os batentes de duas salas de aula e roubadas por um ladrão freguês. A direção da escola informou que já fez oito boletins de ocorrência, que as autoridades da diretoria de ensino estão sabendo do fato, assim como as autoridades policiais.

Diante dessa situação, as condições de trabalho e aprendizagem para os educadores e educandos estão comprometidas, e nesse período de frio e vento é impossível trabalhar e assistir aulas nessas condições.

O que vem ocorrendo nessa unidade escolar, certamente faz parte do cotidiano de descaso e abandono da educação pública no estado de São Paulo. Essa amostragem é uma denúncia contundente contra o governo do Estado e seu secretário de educação que sabem do problema e nada fazem para resolver esse absurdo e descaso com o dinheiro público. Exigimos condições de trabalho urgentemente, e reivindicamos para essa e demais escolas que se contrate profissionais para dar segurança ao patrimônio público.Defendemos inclusive, que o governo do Estado deveria fazer um convênio com a prefeitura no sentido de viabilizar que a guarda Municipal da Cidade passe a cuidar do patrimônio do Estado, assim como faz com suas escolas municipais.

Seguramente o sucateamento da escola pública estadual faz parte do projeto Tucano de privatização da rede e, portanto transformar um bem coletivo acessível a todos, restrito a numa ínfima parcela dos estudantes do estado.

Nesse sentido, solicitamos que alunos, pais, professores, funcionários e comunidade nos mobilizemos, para exigir da Diretoria de Ensino uma atitude enérgica, para impedir que a escola seja literalmente destruída e carregada nas costas pelos vândalos que praticam esse tipo de malefício a educação pública do país.

Educar e reagir é preciso,

Aldo Santos
Coordenador da Apeoesp –SBC, coordenador da corrente política TLS, Presidente da Associação dos Professores de Filosofia e Filósofo do Estado de São Paulo, membro do Coletivo Nacional de Filosofia e da Executiva Nacional do Psol.